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Declaração de IR: contribuinte pode se planejar para pagar menos imposto ano que vem

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O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) em 2025 já terminou, mas o contribuinte precavido já está de olho na obrigação de 2026. Até o dia 30 de maio, a Receite Federal (RF) recebeu 43.344.108 declarações, sendo 56,4% com imposto a restituir, 22,2% com imposto a pagar e 21,2% sem restituição nem tributos para pagar. Entretanto, o contador Luis Fernando Cabral, especialista em contabilidade para investimentos, da Contador do Trader, recomenda que o contribuinte já pense na declaração de 2026, planejando como pode economizar nos impostos.

“Quando o contribuinte entrega a declaração do Imposto de Renda, dá uma sensação de alívio, de dever cumprido. A tal ponto que só se pensa nisso no ano seguinte. Mas, ao contrário, é preciso planejar e pensar nisso desde já, até para buscar alternativas legais que ajudem a economizar nos tributos. É o que a gente chama de planejamento tributário”, ressalta o especialista. Entre as possibilidades está declarar despesas médicas, informar gastos com saúde. Tudo isso pode ajudar a abater tributos que devem ser pagos à Receita Federal.

Luis Fernando ressalta que ao longo do ano as pessoas têm despesas médicas que acabam se esquecendo de contabilizar na hora de declarar o Imposto de Renda. “Ir ao médico, fazer uma fisioterapia, tudo isso pode ser declarado e pode ajudar a abater tributos”, observa o contador. Outros gastos que podem entrar nessa conta são com hospitais, aparelhos ortopédicos, dentistas, prósteses dentárias, psicólogos, exames de laboratório, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, entre outros.

Além disso, ter um plano de previdência privada também. “Daí será preciso preencher esses dados na declaração”, orienta. Além, é claro, de gastos com imóveis vendidos. Nesse caso, quando se vende um imóvel, é necessário pagar 15% de imposto sobre o ganho de capital, ou seja, referente à diferença entre o valor que se comprou e pelo qual está sendo vendido. Mas, como a RF não permite a atualização do preço do imóvel com o passar dos anos, também pode-se incluir despesas com reformas, pinturas e outros reparos. De acordo com o especialista, tudo deve estar informado na declaração do IR, com recibos e notas fiscais.

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O que são dividendos? Entenda como funcionam

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Dividendos são uma parcela dos lucros que uma empresa distribui aos seus acionistas. Assim, quem possui ações pode participar dos resultados do negócio, conforme as regras e as condições de cada distribuição.

No entanto, esse pagamento não funciona como um salário fixo. Os valores e a frequência podem mudar.

Para entender o que são dividendos, vale lembrar que comprar ações significa adquirir uma pequena participação em uma empresa. Se esse conceito ainda é novo, comece pelo artigo sobre o que é uma ação.

Como funcionam os dividendos?

Uma empresa pode destinar parte dos lucros aos acionistas e manter outra parte no negócio, respeitando a legislação e seu estatuto.

O dinheiro mantido pode financiar investimentos, reforçar o caixa ou atender outras necessidades.

Por isso, distribuir mais dividendos não significa automaticamente que uma empresa seja melhor. É necessário avaliar se os pagamentos são compatíveis com sua situação financeira.

Além disso, empresas diferentes possuem políticas de distribuição diferentes. Não existe um calendário mensal obrigatório para todas elas.

Um exemplo simples

Imagine uma empresa fictícia que anuncia um dividendo por ação. Uma pessoa possui dez ações com direito ao pagamento; outra possui vinte da mesma classe.

Nesse caso, a segunda receberá o dobro do valor bruto da primeira. O cálculo considera a quantidade de ações elegíveis e o valor anunciado por ação.

Portanto, o recebimento depende da participação e das condições daquela distribuição.

Quem tem direito a receber?

O comunicado da empresa informa as datas e os critérios. Três expressões merecem atenção:

  • Data com: último dia em que a ação é negociada com direito ao dividendo anunciado.
  • Data ex: a partir dessa data, novas compras não dão direito àquela distribuição.
  • Data de pagamento: dia previsto para o crédito ao investidor.

Assim, comprar na data do pagamento não garante o recebimento. O que importa é ter direito ao provento conforme o calendário divulgado.

Normalmente, o crédito ocorre automaticamente na conta vinculada ao investimento. Além disso, você pode conferir os registros na instituição responsável pela custódia.

Dividendos são dinheiro extra sem risco?

Não. Na data ex, o preço de referência da ação é ajustado para refletir a distribuição. Depois, as negociações continuam sujeitas às oscilações do mercado.

Portanto, comprar apenas para receber dividendos não cria um ganho automático.

O resultado do investimento também depende da variação da ação, dos custos e dos tributos aplicáveis. Para conhecer esse ambiente, confira como funciona a Bolsa de Valores.

Além disso, pagamentos anteriores não garantem pagamentos futuros. Mudanças nos lucros, no caixa e nas necessidades da empresa podem afetar as distribuições.

Dividendos pagam Imposto de Renda?

Não é correto afirmar que todos os dividendos são sempre isentos.

Desde janeiro de 2026, valores superiores a R$ 50 mil no mesmo mês, pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física residente no Brasil, estão sujeitos, em regra, à retenção de 10% sobre o total.

Além disso, existe tributação mínima anual para altas rendas, com regras próprias e exceções. Também há condições de transição para determinadas distribuições de lucros anteriores.

Por isso, confira o informe de rendimentos e as regras aplicáveis ao seu caso.

O que observar antes de investir?

Antes de escolher uma ação pelos dividendos, considere:

  • A capacidade da empresa de gerar lucro e caixa.
  • O nível de endividamento.
  • A origem dos pagamentos, inclusive eventos extraordinários.
  • O preço da ação e os riscos do negócio.

Além disso, avalie como o investimento se encaixa nos seus objetivos. Como explicamos em qual investimento rende mais, olhar apenas para o rendimento oferece uma visão incompleta.

Entender o que são dividendos ajuda a analisar empresas com mais clareza. Porém, o pagamento é apenas uma parte da decisão.

Continue acompanhando os conteúdos do Movimento Acredita Operador para aprender sobre investimentos e organizar suas escolhas financeiras com mais conhecimento.

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Como escolher uma ação: 7 critérios para analisar antes de investir

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Entender como escolher uma ação começa antes de abrir a plataforma da corretora. Primeiro, você precisa conhecer seus objetivos e avaliar a empresa por trás daquele investimento.

Uma ação representa uma pequena participação em uma companhia. Por isso, comprar apenas porque o preço caiu ou alguém indicou pode deixar informações importantes de fora.

Neste artigo, você conhecerá critérios para organizar sua análise. O objetivo é ajudar no aprendizado, sem indicar empresas específicas ou prometer resultados.

Antes de escolher, organize sua vida financeira

Ações podem sofrer quedas e gerar perdas. Portanto, avalie se esse risco combina com sua situação financeira e com o prazo dos seus objetivos.

Considere suas despesas, dívidas e reserva de emergência. Como as cotações oscilam, ações não são adequadas para guardar o dinheiro que precisa estar disponível para imprevistos.

Além disso, diferencie disposição emocional de capacidade financeira para assumir riscos. Você pode aceitar oscilações, mas não ter condições de perder aquele recurso.

Antes de avançar, responda:

  • Qual é o objetivo desse dinheiro?
  • Quando posso precisar dele?
  • Uma perda comprometeria minhas despesas essenciais?
  • Tenho tempo e interesse para acompanhar empresas?

Assim, a escolha começa pela sua realidade.

Como escolher uma ação: sete critérios importantes

A análise fundamentalista estuda o negócio, os resultados, a gestão e outros fatores para avaliar uma empresa. Ela ajuda a organizar informações, mas não elimina incertezas.

Use os critérios abaixo como roteiro de estudo.

1. Entenda como a empresa ganha dinheiro

Comece pelo básico: o que a companhia vende, quem são seus clientes e quais despesas sustentam a operação?

Depois, observe se ela depende de poucos compradores, de uma matéria-prima ou de condições econômicas específicas.

Uma empresa pode ser conhecida e, ainda assim, ter um negócio difícil de analisar. Por isso, familiaridade com a marca não substitui conhecimento sobre suas atividades.

Se você não consegue explicar como ela ganha dinheiro, aprofunde a pesquisa antes de decidir.

2. Observe os resultados ao longo do tempo

Receita é o valor gerado pelas vendas de produtos ou serviços. Já o lucro considera custos, despesas e outros efeitos do período.

Portanto, vender mais não significa necessariamente lucrar mais.

Compare vários períodos e procure entender as mudanças. Além disso, observe se um resultado excepcional veio da operação habitual ou de um evento pontual, como a venda de um imóvel.

Esse cuidado evita tratar um ganho isolado como algo que se repetirá.

3. Avalie dívidas e geração de caixa

Uma empresa pode apresentar lucro contábil e enfrentar dificuldades para pagar compromissos. Por isso, observe também a entrada e a saída efetiva de dinheiro.

A demonstração dos fluxos de caixa ajuda nessa análise.

Quanto às dívidas, investigue valores, juros e vencimentos. Além disso, considere a capacidade de pagamento e as características do setor.

Ter dívida não torna uma companhia automaticamente ruim. No entanto, obrigações elevadas e pouco caixa podem aumentar sua vulnerabilidade.

4. Conheça a gestão e a governança

Governança é o conjunto de práticas que orienta a administração, a fiscalização e a relação da empresa com seus acionistas.

Observe a clareza das informações, o histórico dos administradores e o tratamento dado aos investidores.

Além disso, procure explicações para decisões relevantes e possíveis conflitos de interesses.

A participação em um segmento com exigências adicionais de governança pode ajudar na pesquisa. Porém, não funciona como garantia de boa gestão ou de retorno.

5. Compare o preço com os fundamentos

Uma ação com preço unitário baixo não é necessariamente barata. Para avaliar o preço, é preciso relacioná-lo às características e aos resultados da empresa.

Um indicador conhecido é o P/L, ou preço sobre lucro. Ele relaciona o preço da ação ao lucro por ação do período considerado.

No entanto, um P/L baixo pode refletir riscos ou um lucro temporariamente elevado. Se houver prejuízo, sua interpretação também exige cuidado.

Por isso, compare empresas semelhantes e observe o histórico. Nenhum indicador isolado determina uma boa compra.

6. Analise o setor e os principais riscos

Juros, concorrência, mudanças tecnológicas e regras do setor podem afetar os negócios.

Assim, procure entender o que favorece a empresa e o que pode prejudicá-la. Uma companhia exportadora, por exemplo, enfrenta fatores diferentes daqueles de uma empresa voltada ao consumo local.

Considere também a liquidez da ação: a facilidade de negociá-la sem alterar significativamente seu preço. Poucos negócios podem dificultar a compra ou a venda nas condições desejadas.

7. Veja como a ação se encaixa na carteira

Mesmo uma análise cuidadosa não justifica concentrar todo o dinheiro em uma empresa.

Diversificar ajuda a reduzir a dependência de um único negócio. Entretanto, não elimina todos os riscos.

Além disso, comprar várias empresas do mesmo setor pode manter uma concentração importante. Avalie os riscos em comum e a distribuição entre diferentes investimentos.

Não existe uma quantidade universal de ações adequada para todas as pessoas.

Onde encontrar informações para analisar?

Comece pela área de Relações com Investidores da companhia, conhecida como RI. Nela, procure demonstrações financeiras, comunicados e apresentações de resultados.

Além disso, consulte os documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários, a CVM.

Confira a data e o período de cada informação. Ao comparar indicadores, use critérios consistentes para evitar conclusões baseadas em números de momentos diferentes.

Relatórios de análise podem complementar o estudo. No entanto, observe as premissas, os riscos e eventuais conflitos de interesses.

Erros comuns ao escolher uma ação

Algumas decisões parecem simples, mas deixam riscos importantes de fora:

  • Comprar porque caiu: a queda pode refletir piora do negócio.
  • Seguir uma dica sem pesquisar: outra pessoa pode ter objetivos diferentes.
  • Olhar somente os dividendos: distribuições passadas não garantem pagamentos futuros.
  • Escolher apenas pelo preço unitário: esse número não mostra sozinho o valor da empresa.
  • Ignorar informações negativas: uma análise precisa considerar o que contraria sua expectativa.

Além disso, não confunda uma empresa de qualidade com uma ação adequada a qualquer preço.

Um exemplo para aplicar os critérios

Imagine duas empresas fictícias do mesmo setor. Uma apresenta crescimento das vendas, mas também aumento das dívidas e dificuldade para gerar caixa.

A outra cresce menos, porém mantém resultados mais estáveis. Mesmo assim, suas ações podem estar negociadas por um preço elevado em relação às perspectivas do negócio.

Portanto, nenhum desses dados decide a escolha sozinho. O próximo passo seria investigar as diferenças, comparar riscos e avaliar o preço pedido.

O exemplo mostra por que analisar exige reunir informações, em vez de procurar um único número vencedor.

Como começar sua análise

Escolha uma empresa apenas para estudar, sem compromisso de compra. Depois, registre como ela ganha dinheiro, seus principais riscos e as dúvidas que ainda precisa esclarecer.

Em seguida, compare essas informações com outra companhia do mesmo setor. Esse exercício ajuda a desenvolver critérios próprios.

Aprender como escolher uma ação é um processo contínuo. Você também pode concluir que precisa estudar mais antes de investir.

Continue aprendendo com o Clube Acredita Operador

Acompanhe os artigos do Clube Acredita Operador para entender os investimentos e fortalecer sua organização financeira. Comece pelos fundamentos e avance no seu ritmo, com informação e planejamento.

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DeCripto: quem opera cripto no exterior precisa ficar atento ao prazo de outubro

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Quem utiliza criptomoedas precisa acompanhar uma nova obrigação que já está valendo em 2026: a DeCripto.

Criada pela Receita Federal, a declaração ampliou o controle sobre operações realizadas com criptoativos e merece atenção principalmente de quem utiliza exchanges no exterior, plataformas descentralizadas (DeFi), operações P2P ou negociações sem uma prestadora de serviços de criptoativos.

E outubro tem uma data importante: as operações referentes a setembro de 2026 devem ser informadas até o último dia útil do mês.

Quem precisa entregar a DeCripto?

Para pessoas físicas ou jurídicas residentes no Brasil, existe obrigação de prestar as informações quando as operações realizadas em corretoras no exterior, plataformas descentralizadas ou sem intermediário ultrapassarem, isolada ou conjuntamente, R$ 35 mil no mês.

Não estamos falando apenas de venda de Bitcoin.

A nova declaração pode envolver diferentes movimentações, como compra e venda, permuta entre criptoativos, staking, mineração, airdrops, empréstimos e determinadas transferências.

Por isso, olhar apenas para o lucro do mês não é suficiente.

O limite considera o valor das operações, e não apenas o resultado obtido pelo investidor.

Declarar não significa necessariamente pagar imposto

Esse é um ponto que costuma gerar confusão.

A DeCripto é uma obrigação de prestação de informações à Receita Federal. A existência da obrigação de informar determinada operação não significa, automaticamente, que exista imposto a pagar sobre ela.

Tributação e obrigação de informar são análises diferentes.

O Contador do Trader, escritório especializado em tributação de investidores, reforça que o investidor precisa manter o histórico das operações organizado justamente para separar essas duas situações: o que precisa ser informado à Receita e o que efetivamente gera tributação.

A Receita está ampliando o acesso às informações

A DeCripto também aproxima o Brasil do padrão internacional de troca de informações sobre criptoativos, o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF).

Isso torna cada vez menos adequada a ideia de que operar em uma plataforma estrangeira significa estar fora do alcance das autoridades fiscais brasileiras.

Para quem utiliza várias corretoras, wallets e protocolos descentralizados, o principal desafio passa a ser manter um histórico completo das movimentações.

Organização passa a ser essencial

O mercado cripto oferece diferentes formas de negociação e custódia.

Do ponto de vista tributário, porém, essa liberdade também aumenta a responsabilidade do investidor sobre seus próprios registros.

Quem opera em exchanges estrangeiras, DeFi ou diretamente por carteiras precisa saber onde operou, quanto movimentou e quais operações realizou.

Com a DeCripto em vigor, deixar essa organização apenas para o período do Imposto de Renda pode se tornar um problema.

Para quem movimentou mais de R$ 35 mil nessas condições em setembro, outubro é o momento de verificar se existe obrigação de entrega.

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