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Mercado Nacional

Tarifa de 50% sobre o aço e aluminio. Impacto nas empresas brasileiras

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Gráfico ilustrativo dos impactos das tarifas de 50% no setor de aço e alumínio

No cenário atual do comércio internacional, medidas tarifárias podem transformar o panorama econômico de um país. Recentemente, a imposição de uma tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio tem gerado intensos debates, sobretudo entre especialistas e empresários. Essa medida levanta a importante questão: como a tarifa de 50% afeta as empresas brasileiras? Em meio a um contexto de alta competitividade global, políticas como essa podem acarretar mudanças profundas, pois alteram não somente o fluxo das tarifas, mas também impactam de forma direta a economia nacional.


1. Contexto Histórico e Político: O Papel de Trump e as Tarifas Globais

A imposição de tarifas elevadas sobre produtos como aço e alumínio não é uma novidade na história do comércio internacional. Contudo, Trump, em sua gestão, adotou uma postura mais agressiva e protecionista em relação às importações, o que culminou na aplicação de medidas tarifárias inéditas para certos setores. Sob a ótica do comércio global, tais medidas visam proteger as indústrias domésticas, mas também podem gerar retaliações e instabilidades no mercado.

Sobretudo, a decisão de impor uma tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio tem raízes em uma estratégia de reequilíbrio das relações comerciais internacionais. Contudo, essa política também gera discussões intensas, pois seus reflexos se estendem para além das fronteiras de um país ou de um setor específico.

Portanto, para entender melhor esse contexto, é fundamental observar os seguintes pontos:

  • Evolução histórica das tarifas: Durante décadas, tarifas foram utilizadas como instrumentos de política econômica, principalmente em momentos de crise. No entanto, a proporção adotada por Trump é consideravelmente mais elevada do que as praticadas anteriormente.
  • Impacto político: Embora a medida vise fortalecer setores domésticos, ela também provoca reações em cadeias globais de fornecimento, podendo levar a guerras comerciais. Por exemplo, conforme destaca o Sharks Investment, decisões como essa reverberam em diversos mercados.
  • Cenário global: Em um ambiente onde o impacto de tarifas é sentido em múltiplas frentes, economias emergentes precisam adaptar suas estratégias de importação e exportação para não serem prejudicadas.

Em suma, políticas tarifárias, como a de 50%, refletem não apenas o cenário econômico, mas também a estratégia política de um governo, o que nos leva à próxima etapa deste artigo: o exame dos impactos diretos na economia brasileira e nas empresas do setor.


2. Impactos Diretos na Economia Brasileira

A aplicação de uma tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio afeta diretamente diversos segmentos da economia brasileira, sobretudo aqueles que dependem desses insumos para produção industrial. Como a tarifa de 50% afeta as empresas brasileiras? A resposta é multifacetada, considerando que o aumento dos custos pode levar a uma elevação no preço dos produtos finais, afetando toda a cadeia produtiva do país.

Principais Impactos

Sobretudo, os efeitos podem ser listados em alguns pontos essenciais:

  • Aumento dos custos de produção: Empresas que utilizam aço e alumínio como matéria-prima enfrentam um repasse dos custos, o que pode diminuir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
  • Redução da margem de lucro: Com a elevação dos custos dos insumos, a lucratividade das operações pode ser comprometida, sobretudo se não for possível repassar integralmente essa alta para o consumidor.
  • Alteração na demanda interna: Em um cenário de produtos com preços mais elevados, há risco de queda na demanda, afetando, portanto, não só grandes indústrias, mas também pequenos e médios negócios.
  • Pressões inflacionárias: Em razão do aumento geral dos custos, a inflação pode ser pressionada, sobretudo se a tarifa se estender a outros setores da economia.

Além disso, efeitos indiretos também são observados, como a retração em investimentos e a alteração dos fluxos de importação e exportação. Contudo, vale destacar que tais medidas podem ser encaradas como um incentivo para o desenvolvimento de tecnologias e processos produtivos mais eficientes, que reduzam a dependência de insumos importados.

Consequências na Competitividade Global

A imposição dessa tarifa, embora destinada a proteger a indústria nacional, pode ter desdobramentos no cenário global. Em um mundo interligado, o isolamento de um país ou o aumento de barreiras tarifárias podem desencadear:

  1. Retaliações Comerciais: Países afetados pela medida podem impor tarifas de retaliação, criando um ambiente de incerteza nas relações internacionais.
  2. Mudanças nas Rotas de Fornecimento: Empresas multinacionais podem buscar alternativas de fornecimento em outros mercados, o que pode reduzir a oferta de aço e alumínio no Brasil.
  3. Reavaliação de Parcerias Estratégicas: A medida pode levar à revisão de acordos comerciais e à formação de novos blocos econômicos, o que impacta a competitividade dos produtos brasileiros.

3. Repercussões para Empresas Brasileiras

A partir dos impactos diretos na economia, as empresas brasileiras têm enfrentado desafios significativos. Com a alta dos insumos, fica claro que como a tarifa de 50% afeta as empresas brasileiras vai muito além de meros números em uma planilha – ela compromete toda a cadeia de produção e a competitividade do país no mercado internacional.

Desafios Imediatos e Estratégicos

Contudo, as empresas se veem obrigadas a repensar seus processos e estratégias de precificação. Alguns dos principais desafios incluem:

  • Aumento dos custos operacionais: Muitas empresas, sobretudo no setor de construção e indústria automotiva, dependem fortemente do aço e do alumínio. Assim, a alta dos insumos pode reduzir a margem de lucro e, em alguns casos, inviabilizar investimentos planejados.
  • Readequação de contratos: Com o acréscimo dos custos, contratos de fornecimento e acordos com parceiros podem necessitar de renegociação, o que gera um ambiente de instabilidade. Portanto, gestores precisam preparar modelos de contratação mais flexíveis.
  • Pressão competitiva internacional: Empresas estrangeiras podem se beneficiar de condições tarifárias mais favoráveis, fazendo com que produtos nacionais fiquem em desvantagem. Ou seja, a competição se intensifica, sobretudo com players locais e internacionais que contam com cadeias de suprimentos menos onerosas.
  • Incerteza no ambiente regulatório: A constante mudança no cenário comercial, em especial devido a variáveis políticas e externas, cria um ambiente de incerteza. Então, investir em diversificação e inovação passa a ser imprescindível para manter a competitividade.

Ajustes e Estratégias de Mitigação

Para enfrentar essas dificuldades, várias estratégias podem ser adotadas:

  • Inovação em processos produtivos: Investir em tecnologia para otimizar a produção e reduzir o desperdício pode compensar parcialmente o aumento de custos.
  • Diversificação de fornecedores: Buscar alternativas no mercado nacional e internacional permite reduzir a dependência de insumos tarifados.
  • Renegociação de contratos: Reavaliar acordos comerciais e estabelecer novas parcerias pode ajudar a distribuir de forma mais equitativa os riscos causados pelas tarifas.
  • Políticas de incentivo interno: O governo e entidades empresariais podem colaborar para criar programas de incentivo à modernização industrial e à pesquisa tecnológica.

4. Estratégias de Adaptação e Mitigação de Impactos

Diante dos desafios impostos pela alta tarifária, as empresas brasileiras não podem ficar à mercê das mudanças abruptas. Sobretudo, a adaptação é a chave para minimizar os efeitos negativos e transformar os desafios em oportunidades de crescimento.

Boas Práticas e Recomendações

Aqui estão algumas práticas recomendadas que podem ajudar a mitigar o impacto econômico:

  • Investimento em Eficiência Operacional:
    • Automatize processos para reduzir custos.
    • Adote tecnologias de monitoramento que ajudam a identificar gargalos na produção.
    • Portanto, a modernização pode ser um diferencial competitivo.
  • Diversificação de Fornecedores e Mercados:
    • Busque alternativas tanto no mercado interno quanto no externo.
    • Renegocie contratos com fornecedores visando melhores condições.
    • Contudo, uma estratégia de diversificação robusta permite diminuir riscos associados à concentração de insumos.
  • Reestruturação de Preços e Contratos:
    • Avalie a possibilidade de repassar parte dos custos para o consumidor sem comprometer a competitividade.
    • Implemente cláusulas de reajuste automático em contratos de longo prazo.
    • Então, uma política de preços flexível é essencial em tempos de instabilidade.
  • Investimento em Inovação e Tecnologias Verdes:
    • Pesquise e desenvolva alternativas de materiais ou processos produtivos que possam suprir parte da demanda.
    • Invista em fontes de energia renováveis e práticas sustentáveis para reduzir custos operacionais.
    • Ou seja, a inovação pode não só reduzir os impactos imediatos, mas também preparar a empresa para desafios futuros.

Exemplos Práticos de Adaptação

Para ilustrar essas estratégias, considere os seguintes casos:

  1. Indústria Automotiva:
    Empresas do setor têm buscado parcerias com fornecedores locais de aço e alumínio, reduzindo a dependência das importações. Essa estratégia não só estabiliza os custos, como também fortalece a economia local.
  2. Setor de Construção:
    Incorporadoras têm investido em tecnologias de reciclagem e reaproveitamento de materiais, otimizando o uso do aço e do alumínio e, assim, reduzindo o impacto dos aumentos tarifários.
  3. Pequenas e Médias Empresas (PMEs):
    Algumas PMEs têm consolidado alianças estratégicas para comprar insumos em maior escala, obtendo descontos e condições mais favoráveis, o que reduz o repasse do custo final para o consumidor.

5. Análise Comparativa e Estatísticas Atualizadas

A análise comparativa do cenário tarifário revela uma mudança significativa tanto no cenário doméstico quanto global. Estatísticas recentes apontam que, em função da tarifa de 50%, a cadeia produtiva de aço e alumínio teve um aumento de custos que varia entre 15% a 30% em setores estratégicos da economia brasileira.

Dados Relevantes:

  • Crescimento dos custos:
    Empresas que dependem desses insumos observam um aumento médio de 20% nos custos de produção, principalmente em setores de grande demanda, como automotivo e construção.
  • Retaliações comerciais:
    Mercados internacionais já sinalizam a possibilidade de ajustes tarifários, podendo chegar a 10% a 15% em contrapartidas, o que aumenta a volatilidade do cenário.
  • Investimento em inovação:
    Há um crescimento de investimentos em tecnologias de automação e otimização, com aumento médio de 12% nos últimos 12 meses, sinalizando uma tendência de adaptação para minimizar os impactos dos reajustes tarifários.

Contudo, é importante lembrar que estes números variam conforme o segmento e o volume de operação das empresas. Portanto, a constante atualização de dados e análises é fundamental para a tomada de decisão.


Conclusão

Em conclusão, as medidas protecionistas, sobretudo a tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio, geram impactos profundos e multifacetados na economia brasileira. Como a tarifa de 50% afeta as empresas brasileiras pode ser percebido não apenas pelo aumento dos custos, mas também pelas transformações necessárias na estrutura produtiva, que demandam um olhar atento tanto para os desafios imediatos quanto para as oportunidades de inovação.

Leia mais sobre estratégias e análises de mercado no Sharks Investment e mantenha-se informado sobre as melhores práticas para transformar desafios em oportunidades.

Análise Técnica

EMBR3 Vale Comprar Agora? Análise Completa e Estratégia no Papel

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A EMBR3, ação da Embraer, voltou ao radar dos investidores; no entanto, após uma forte valorização, o ativo passou por uma correção recente que levantou dúvidas sobre a continuidade da tendência. A EMBR3 acumula uma alta expressiva desde 2024, enquanto agora apresenta um recuo que, segundo a leitura técnica apresentada, pode ser considerado natural dentro do movimento.


Contexto Estrutural da EMBR3

Nos últimos meses, a EMBR3 entregou uma valorização próxima de 300%, o que caracteriza um movimento extremamente forte de tendência. Dessa forma, a correção recente de aproximadamente 23% não foge do padrão observado em ativos que sobem de forma consistente.

Além disso, movimentos anteriores mostram que, mesmo diante de desconfiança do mercado, o papel continuou respeitando a tendência de alta. Ou seja, há um histórico recente de continuidade após períodos de correção, reforçando o comportamento técnico observado.

Ao mesmo tempo, o ativo segue operando com forte respeito às médias móveis, especialmente nas regiões da média de 34 e 72 períodos, o que evidencia uma leitura técnica consistente.


EMBR3 no Gráfico Mensal

No gráfico mensal, a EMBR3 apresenta uma estrutura de compra ainda não acionada. Portanto, trata-se de uma entrada voltada para investidores com perfil de prazo mais longo, o chamado holder.

Contudo, essa entrada ainda está em formação e exige paciência. Além disso, o custo operacional nesse timeframe pode ser elevado caso acionado em níveis mais altos, o que exige atenção ao gerenciamento de risco.


EMBR3 no Gráfico Semanal

No gráfico semanal, a EMBR3 mostra um cenário mais interessante no curto e médio prazo. O ativo segue respeitando as médias móveis, especialmente a região da média de 72 períodos, onde apresentou suporte recente.

Entretanto, há um ponto importante: o topo anterior apresentou falha, o que pode indicar necessidade de novo teste antes da continuidade da tendência. Ainda assim, a estrutura permanece favorável para operações na ponta compradora.


EMBR3 no Swing Trade (Entrada Operacional)

Nesse contexto, a EMBR3 apresenta uma oportunidade clara de swing trade:

  • Entrada: acima de R$ 79
  • Stop: R$ 75,50
  • Risco: aproximadamente 4,53%
  • Alvo: R$ 86,23
  • Potencial de ganho: cerca de 9%

Assim, a operação oferece uma relação risco-retorno próxima de 2:1, considerada saudável dentro da gestão de risco.

Além disso, o ativo historicamente vem entregando esse tipo de movimento. Em diversas ocasiões anteriores, mesmo com stops mais amplos, o preço conseguiu atingir alvos equivalentes ou superiores, mantendo consistência operacional.


EMBR3 no Intraday e Gestão de Posição

Caso o trade evolua positivamente, existe uma estratégia complementar:

  • Realizar parcial no alvo
  • Ajustar o stop para o zero a zero
  • Manter uma parte da posição visando continuidade

Dessa forma, o operador garante lucro parcial e mantém exposição ao movimento maior, caso o ativo continue sua trajetória de alta.

Por outro lado, essa abordagem também permite transformar uma operação de swing trade em uma posição de prazo mais longo sem aumento de risco.


Estratégia para Holder na EMBR3

Apesar da possibilidade de carregamento, a entrada ideal para holder ainda não foi acionada no gráfico mensal.

Entretanto, existe um ponto relevante: entrar diretamente em níveis mais altos poderia gerar um risco elevado, chegando a cerca de 22% de stop, o que não é considerado adequado dentro da estratégia apresentada.

Nesse sentido, a expectativa é que essa entrada seja ajustada com o tempo, reduzindo o risco para uma faixa mais aceitável, entre aproximadamente 15% e 16%.


Qualidade Técnica da EMBR3

A EMBR3 apresenta um comportamento técnico considerado de alta qualidade. O ativo:

  • Respeita médias móveis com consistência
  • Apresenta padrões recorrentes de continuação
  • Entrega movimentos compatíveis com gestão de risco saudável

Além disso, o histórico recente mostra múltiplas operações com relação risco-retorno favorável e resultados positivos.


Conclusão Estratégica sobre EMBR3

A EMBR3 segue em tendência de alta, mesmo após a correção recente. No entanto, o melhor cenário no momento está no swing trade, com uma entrada mais ajustada e risco controlado.

Por fim, enquanto a entrada para holder ainda não foi confirmada, a estratégia de operar no semanal e carregar parcialmente a posição pode ser uma alternativa eficiente para participar de um eventual movimento maior.

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Mercado Nacional

Trava de baixa com Opções – Estratégias para cenários de queda moderada

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trava de baixa

Aprimoramos nosso conhecimento em derivativos e opções, e no artigo anterior, exploramos a Trava de Alta, uma estratégia para lucrar com a valorização moderada de um ativo. Agora, para finalizar nossa série, vamos analisar a Trava de Baixa com opções, a contraparte da Trava de Alta, que permite ao investidor lucrar com a desvalorização moderada de um ativo, também com risco e ganho limitados.

O que é a trava de baixa com Opções?

A Trava de Baixa (Bear Spread, em inglês) é uma estratégia utilizada por investidores que possuem uma expectativa de queda para o preço de um ativo subjacente, mas de forma controlada e limitada. Assim como a Trava de Alta, ela é uma operação estruturada que busca limitar o risco, ao mesmo tempo em que limita o potencial de lucro.

Essa estratégia é ideal para cenários onde o investidor acredita que o ativo vai cair, mas não de forma drástica, e deseja participar dessa queda sem se expor a um risco ilimitado. O custo inicial da operação diminui pela combinação de compra e venda de opções, o que também estabelece um teto para o prejuízo máximo e o lucro máximo. Portanto, a Trava de Baixa oferece um perfil de risco-recompensa bem definido para quedas.

Como montar uma trava de baixa com Opções?

A Trava de Baixa pode ser montada utilizando opções de venda (Puts) ou opções de compra (Calls). A mais comum e intuitiva é a Trava de Baixa com Puts.

1. Trava de baixa com Puts (Débito)

Esta é a forma mais tradicional de montar uma trava de baixa com opções. Ela envolve a compra de uma Put com um preço de exercício (strike) mais alto e a venda de uma Put com um strike mais baixo, ambas com o mesmo vencimento e sobre o mesmo ativo-objeto [2].

Passos para montar:

  1. Comprar uma Put (strike alto): Adquire-se o direito de vender o ativo-objeto por um preço X. Esta Put geralmente está At The Money (ATM) ou Out Of The Money (OTM) mais próxima do preço atual do ativo.
  2. Vender uma Put (strike baixo): Vende-se o direito de vender o ativo-objeto por um preço Y (onde Y < X). Esta Put estará mais Out Of The Money (OTM).

Características:

  • Custo inicial (Débito): O prêmio pago pela Put de strike mais alto é maior do que o prêmio recebido pela venda da Put de strike mais baixo. A diferença entre os prêmios é o custo líquido da operação, que representa o prejuízo máximo.
  • Lucro máximo: O lucro máximo tem limite pela diferença entre os strikes (X – Y) menos o custo inicial da operação.
  • Prejuízo máximo: O prejuízo máximo é o custo inicial da operação (o débito líquido).
  • Ponto de equilíbrio (Break-even): É o strike da Put comprada menos o custo inicial da operação.

Exemplo:
Um investidor acredita que a ação VALE3, atualmente a R$ 60,00, vai cair moderadamente. Ele monta uma trava de baixa com opções:

  • Compra 100 Puts VALE3 com strike R$ 60,00, pagando R$ 3,00 por opção (total R$ 300,00).
  • Vende 100 Puts VALE3 com strike R$ 58,00, recebendo R$ 1,20 por opção (total R$ 120,00).

Custo líquido (prejuízo máximo): R$ 300,00 (pago) – R$ 120,00 (recebido) = R$ 180,00.
Lucro máximo: (R$ 60,00 – R$ 58,00) * 100 ações – R$ 180,00 = R$ 200,00 – R$ 180,00 = R$ 20,00.
Ponto de equilíbrio: R$ 60,00 (strike da comprada) – R$ 1,80 (custo por ação) = R$ 58,20.

2. Trava de baixa com Calls (Crédito)

Assim como a trava de alta pode ser montada com Puts, a trava de baixa também pode ser montada com Calls. Neste caso, o investidor vende uma Call com um strike mais baixo e compra uma Call com um strike mais alto, ambas com o mesmo vencimento e sobre o mesmo ativo-objeto.

Passos para montar:

  1. Vender uma Call (strike baixo): Vende-se o direito de comprar o ativo-objeto por um preço X. Esta Call geralmente está At The Money (ATM) ou Out Of The Money (OTM) mais próxima do preço atual do ativo.
  2. Comprar uma Call (strike alto): Adquire-se o direito de comprar o ativo-objeto por um preço Y (onde Y > X). Esta Call estará mais Out Of The Money (OTM).

Características:

  • Crédito inicial: O prêmio recebido pela venda da Call de strike mais baixo é maior do que o prêmio pago pela compra da Call de strike mais alto. Assim a diferença entre os prêmios é o crédito líquido da operação, que representa o lucro máximo.
  • Lucro máximo: O lucro máximo é o crédito inicial da operação.
  • Prejuízo máximo: O prejuízo máximo é a diferença entre os strikes (Y – X) menos o crédito inicial da operação.
  • Ponto de equilíbrio (Break-even): É o strike da Call vendida mais o crédito inicial da operação.

Para que serve a trava de baixa com Opções?

A Trava de Baixa com opções é uma estratégia valiosa para:

  • Lucrar com queda moderada: Ideal para cenários onde o investidor espera uma desvalorização do ativo, mas não uma queda acentuada, ou deseja limitar o risco de uma aposta direcional.
  • Reduz o custo de entrada: Vendendo uma opção, o custo total da operação é reduzido em comparação com a compra de uma única Put, por exemplo.
  • Limitar risco: O prejuízo máximo é conhecido e limitado desde o início da operação, o que oferece certamente maior controle sobre o capital investido. Desse modo, o investidor tem maior previsibilidade.

Como executar a trava de baixa com Opções?

A execução da trava de baixa, assim como a Trava de Alta, é realizada através da plataforma de negociação (home broker) da sua corretora. É fundamental que as ordens de compra e venda das opções sejam lançadas simultaneamente ou em sequência rápida, garantindo que as opções tenham o mesmo ativo-objeto e a mesma data de vencimento.

No vencimento, o resultado da operação dependerá do preço do ativo-objeto em relação aos strikes das opções. Se o preço estiver abaixo do strike da Put vendida (ou acima do strike da Call comprada, no caso da trava com Calls), a operação atingirá seu lucro máximo. Por outro lado, se estiver acima do strike da Put comprada (ou abaixo do strike da Call vendida), a operação resultará no prejuízo máximo.

Conclusão

A trava de baixa com opções é uma estratégia eficaz para investidores que buscam lucrar com a desvalorização de ativos de forma controlada, com risco limitado. Ao combinar a compra e a venda de opções, é possível construir um perfil de risco-recompensa bem definido, adequado para cenários de queda moderada.

Com esta série de artigos, esperamos ter fornecido uma base sólida para entender os derivativos, as opções e as estratégias de Trava de Alta e Trava de Baixa. Lembre-se sempre que, embora essas estratégias ofereçam controle de risco, o mercado de opções é complexo e exige estudo contínuo e prática. Recomenda-se buscar o auxílio de profissionais qualificados antes de realizar qualquer operação.


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Análise Técnica

FUTUROS: Qual Ativo Entrega Mais Consistência no Day Trade?

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O WINFUT aparece como um dos ativos mais consistentes quando o objetivo é buscar operações com metas claras no day trade. Além disso, o WINFUT se destaca pela entrega recorrente de movimentos superiores ao necessário para atingir objetivos financeiros, o que coloca ele em evidência frente a outros contratos analisados.

Nesse contexto, ao comparar diferentes ativos como BITFUT, WDOFUT, GLDFUT, SOLFUT e ETRFUT, é possível observar diferenças importantes na entrega de pontos, volatilidade e probabilidade de atingir metas operacionais.


WINFUT no Contexto Operacional

O WINFUT apresenta uma característica relevante: ele entrega, de forma cotidiana, movimentos superiores a 500 pontos, que já são suficientes para gerar R$100 por contrato.

Portanto, há uma folga operacional interessante. Isso significa que, mesmo com entradas não tão refinadas, o ativo ainda permite alcançar o objetivo.

Além disso, o melhor período para atuação está concentrado no chamado horário nobre, entre 9h e 12h.

Outro ponto importante é que, na maioria dos dias, o principal movimento do mercado costuma nascer por volta das 10:30.


WINFUT nos Tempos Gráficos

No WINFUT, a leitura pode ser feita inicialmente no gráfico de 30 minutos.

Entretanto, ao mesmo tempo, é possível refinar a entrada utilizando tempos gráficos menores, como:

  • 5 minutos
  • 2 minutos

Dessa forma, o operador consegue:

  • Reduzir o risco da entrada
  • Buscar maior precisão
  • Manter o alvo maior baseado no tempo gráfico superior

A lógica operacional é direta:

Ou estopa, ou leva o movimento baseado no gráfico de 30 minutos.


Comparação: WINFUT vs Outros Ativos

Ao analisar os demais contratos, surgem diferenças claras:

BITFUT

Após perder o patamar dos 500 mil pontos, ficou mais raro observar movimentos de 10.000 pontos.
Mesmo em operações completas (mínima à máxima ou abertura ao fechamento), a probabilidade diminuiu.


SOLFUT

Abaixo do nível de 97, o ativo não entrega o movimento esperado de 4 pontos.


ETRFUT

Não apresenta o movimento de 80 pontos necessário para atingir a meta.


GLDFUT

Entrega diariamente movimentos superiores a 20 pontos.
Sua principal característica é permitir operações desde a abertura até o fechamento.

Além disso, o tempo gráfico mais utilizado é o de 60 minutos.


WDOFUT

O WDOFUT entrega o movimento esperado diariamente.

No entanto, exige atenção na leitura inicial, pois costuma apresentar dois comportamentos:

  1. Abre direcional, porém com forte volatilidade em zig-zag
  2. Abre consolidado, permitindo ganho inicial, mas depois retorna caso o operador tente estender demais

Dessa forma, torna-se essencial identificar rapidamente o tipo de comportamento:

  • Mercado andando (tendência)
  • Mercado consolidado

Além disso, uma consolidação na abertura pode se estender até às 12h.

O tempo gráfico principal utilizado é o de 5 minutos.


Eficiência por Ativo (Meta de R$100)

  • WIN: 500 pontos (0,25%)
  • BIT: 10.000 pontos (2,6%)
  • ETR: 80 pontos (3,5%)
  • WDO: 10 pontos (0,2%)
  • SOL: 4 pontos (4,7%)
  • GLD: 20 pontos (0,40%)

Conclusão Estratégica

Diante disso, o WINFUT se destaca pela consistência na entrega de movimentos superiores à meta diária, enquanto outros ativos apresentam limitações específicas dependendo do contexto.

Além disso, ativos como GLDFUT e WDOFUT continuam operáveis, desde que respeitadas suas características de comportamento.

Por fim, a leitura correta do contexto, especialmente na abertura do mercado, torna-se determinante para a execução eficiente das operações.

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